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Francisco Louçã em Barcelos para falar sobre transição energética

O Bloco de Esquerda promoveu, neste sábado, em Barcelos, uma sessão pública sobre "Economia Verde e Transição Energética", com Francisco Louçã, economista, José Maria Cardoso, candidato por Braga às Eleições Legislativas, e Adriana Remelhe, ativista climática.

Francisco Louçã começou por comentar a campanha eleitoral e as sondagens, afirmando que "as declarações de António Costa revelam que teme a reação do povo e dos eleitores do Partido Socialista, porque estes ainda se lembram das maiorias absolutas de governos anteriores".

O economista destaca a importância do debate democrático aberto e do reforço dos poderes da Assembleia da República com a pluralidade de ideias.

Sobre a governação destes últimos quatro anos, Francisco Louçã é peremtório em afirmar que "se não houvesse acordo escrito não teria havido aumento do salário mínimo, nem aumentos das pensões".

"Ao contrário do PS, que trata esta solução como um entrave, um empecilho, o Bloco reconhece que oi importante o que fizemos e queremos continuar o caminho da progressão de direitos sociais", acrescenta.

Segundo Louçã, a solução para o ambiente é "urgentíssima" e, por isso, propõe "a alteração das estrutura produtiva, recompondo a economia para uma que polua menos, baseado na ferrovia e cidades sem carros", uma vez que "esta reconversão é essencial para a sobrevivência da humanidade".

José Maria Cardoso destacou a importância da estratégia nacional para a erradicação da pobreza e exclusão social e afirma que "as leis e as políticas públicas devem avaliar o impacto real na vida das pessoas"

O candidato apelou ao término dos "falsos consensos" no discurso político e sublinha a necessidade de "resolver o problema das alterações climáticas com medidas concretas".

O dirigente bloquista afirma que "não podemos continuar com este capitalismo selvático" e propõe "um programa de transição energética e a reconversão industrial e agroflorestal".

 

Adriana Remelhe denunciou o impacto da procura constante de crescimento económico e lucros dos país ricos nos territórios dos países que menos contribuem para as alterações climáticas. A ativista justifica com a necessidade da justiça climática o apelo à participação na greve climática global.