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Bloco vai propor construção do Hospital de Barcelos na discussão do Orçamento de Estado

A proposta do Governo para o Orçamento de Estado para 2019 não contempla construção do novo Hospital de Barcelos e Esposende. Bloco de Esquerda vai fazer a proposta na especialidade, apelando ao voto favorável dos restantes partidos.

Na tarde desta segunda-feira, o Bloco de Esquerda promoveu uma conferência de imprensa para apresentação do Orçamento de Estado para 2019. Pedro Soares, deputado eleito pelo circulo de Braga, afirmou que “a apresentação deste quarto e último orçamento da legislatura deixa claro que a tese defendida pela direita de que é preciso empobrecer o país para haver recuperação económica é falsa” e que “esta solução governativa confirmou que é possível recuperar rendimentos das famílias e promover o crescimento económico sem comprometer o equilíbrio das contas públicas”.

Pedro Soares destacou algumas medidas consagradas na proposta inicial do Orçamento de Estado, como a possibilidade de reforma para quem possuiu longas carreiras contributivas, eliminando a penalização do fator de sustentabilidade (14,5%), o aumento generalizado das pensões, no mínimo de 10 euros, a oferta dos manuais escolares até ao 12º anos, e a diminuição da propina para a frequência do ensino superior em 212 euros.

O deputado bloquista referiu ainda as “limitações” do documento, nomeadamente a “falta de investimento público na área da saúde, referindo-se à ausência da intenção da construção do novo Hospital de Barcelos. Para Pedro Soares, “é preciso desbloquear este processo”, lembrando que “este investimento deve ser encarado com carácter de urgência, uma vez que a construção se estenderá por três ou quatro anos”. Confrontado com a falta de abertura do Governo nesta matéria, o deputado espera poder “encontrar entendimentos com as restantes forças partidárias”, para aprovação da proposta que o Bloco fará aquando da discussão do documento na especialidade.

José Maria Cardoso, deputado na Assembleia Municipal de Barcelos e dirigente concelhio do BE, criticou ainda o executivo sobre o não cumprimento das decisões da Assembleia Municipal. Segundo o deputado municipal, a comissão de acompanhamento à construção do novo hospital mandatou, em maio de 2018, o Presidente da Câmara Municipal a diligenciar junto do então Ministro da Saúde, mas esse encontrou não chegou a acontecer. “É um desrespeito pelas decisões tomadas”, conclui.