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Bloco questiona Governo sobre vestiários do Hospital de Barcelos

Imagem retirada de onlinenursing.twu.edu/

Há muitos anos que a população servida pelo Hospital de Barcelos aguarda a construção de um novo hospital, promessa muitas vezes efetuada, mas ainda não concretizada. O Bloco de Esquerda considera fundamental que este processo seja finalmente desbloqueado a bem das populações e do seu direito ao acesso à saúde.

O Hospital Santa Maria Maior, também conhecido como Hospital de Barcelos, dá resposta à população residente em Barcelos e Esposende, ascendendo às 154 mil pessoas.

Esta unidade hospitalar, com mais de 110 camas e 530 trabalhadores, tem urgência geral e pediátrica, e disponibiliza consultas externas de consultas externas de Anestesiologia, Cardiologia, Cirurgia Geral, Ginecologia, Imunohemoterapia, Medicina Interna, Oftalmologia, Ortopedia, Otorrinolaringologia, Patologia Clínica, Pediatria, Pneumologia, Psiquiatria e Urologia, além de consultas de Psicologia e Nutrição.

Não obstante a qualidade dos serviços prestados à população, o hospital depara-se com constrangimentos inerentes à sua localização e ao edifício que só são ultrapassáveis com a construção de um novo hospital. De facto, hospital situa-se numa zona muito central da cidade, em frente ao local onde se realiza a feira de Barcelos, o que se verifica não ser a localização ideal para um hospital, até pelos constrangimentos de tráfego inerentes.

Acresce que o edifício é um antigo convento o que acarreta também limitações estruturais que não são fáceis de ultrapassar; a título de exemplo, refira-se que a urgência funciona num espaço muito reduzido e construído para serem claustros.

A este propósito, o Relatório de Gestão e Contas referente a 2016 (o mais recente disponível) afirma que “o Hospital Santa Maria Maior apresenta fortes constrangimentos da sua estrutura física que condicionam a realização das atividades assistenciais e que não podem mais uma vez deixar de ser mencionados” acrescentando que “ainda que exista alguma margem para aumento da eficiência interna, muitos dois atuais constrangimentos só poderão ser resolvidos com a construção de um novo hospital”.

Em resultado da atual pandemia e dos constrangimentos criados pela situação, a administração do Hospital de Barcelos proibiu enfermeiros, médicos e auxiliares de entrarem no hospital com a roupa que trazem de casa.

Assim, desde março que os profissionais de saúde são obrigados a fardarem-se e desfardarem-se num pavilhão municipal, que dista cerca de 300 metros da entrada de serviço do hospital. Esta insólita situação, que foi aceite pelos profissionais como medida provisória, mantém-se em funcionamento ao fim de oito meses, com a agravante de atualmente, no percurso dentro do pavilhão, partilharem contacto físico com atletas que reiniciaram as suas atividades desportivas. Na verdade, para além da falta de dignas condições para a muda de roupa que todos os profissionais são obrigados a fazer para se fardarem devidamente para o exercício da sua atividade, a situação acarreta grandes riscos de saúde pública, até porque o percurso até ao hospital é feito ao ar livre e sujeito às condições climatéricas.

 

Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através do Ministério da Saúde as seguintes perguntas:

 

  1. Tem o Ministério da Saúde conhecimento desta situação?

  2. Tem o governo algum plano de intervenção imediata capaz de resolver esta situação que põe em risco a saúde pública?

  3. Sabendo-se, como afirmou a Sr.ª Ministra na última audição parlamentar, que a construção de um novo hospital em Barcelos não está nas prioridades do governo, qual o projeto de intervenção estrutural delineado para responder aos vários constrangimentos físicos que o atual edifício implica?

  4.  

AnexoTamanho
ms_hospital_de_barcelos.pdf129.51 KB