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Bloco exige medidas que respondam à crise climática

O Bloco de Esquerda promoveu, na tarde desta segunda-feira, um debate subordinado ao tema "Se o clima fosse um banco já estava salvo", com a participação de Ana Rute Marcelino e Miguel Martins, candidatos ao Parlamento Europeu, Pedro Soares, deputado na Assembleia da República e presidente da comissão parlamentar de Ambiente, e Tiago Maciel, estudante e promotor da Greve Climática Estudantil em Barcelos.

Ana Rute Marcelino começou por lembrar a tese de Mestrado por si defendida em 1998 que já alertava para a emergência das alterações climáticas, afirmando que "há muito que sabemos deste problema, mas falta é vontade política para o enfrentar".

A candidata apelou ainda ao voto no Bloco de Esquerda, por ser  "o partido que, deste a sua génese, colocou o ambiente na agenda, empenhando-se na transformação da sociedade, de forma a preservar os recursos naturais" e por "ter a candidata campeã na defesa do ambiente no Parlamento Europeu".

Miguel Martins criticou "o consumo desenfreado dos recursos que está a destruir o Planeta" e alertou para "a irreversibilidade das alterações climáticas no prazo de 11 anos, se as políticas não forem radicalmente alteradas".

O bloquista afirma ainda que "não se compreende a existência de um mercado de quotas de carbono, que permite que os países mais ricos continuem a poluir, condenando, na maioria dos casos, os países mais pobres ao desaparecimento, como acontece nos recentes eventos devastadores em Moçambique".

Tiago Maciel alertou para a necessidade dos estudantes saírem à rua na próxima sexta-feira, "para exigir aos órgãos de governo local e nacional medidas concretas para proteger o planeta".

Pedro Soares referiu que "o Acordo de Paris foi importante por ter vinculado mais de 180 países a uma causa e ter colocado na lei nacional o combate às alterações climáticas, suscitando também o debate publicamente".