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BE Barcelos: é um excelente momento para a promoção do diálogo e da discussão politica e social

A Comissão Concelhia do BE Barcelos, promoveu um encontro com a comunicação social local, dia 8, na sede concelhia, para tornar público a consideração e decisão politica sobre três temáticas importantes e prementes para o concelho.

O BE Barcelos discorda da deliberação do Ministro da Saúde quando disse, em comissão parlamentar, que não haverá construção de novo hospital para Barcelos na presente legislatura. Segundo José Maria Cardoso, “para uma população de 170.000 pessoas (Barcelos e Esposende) não há condições de serviço digno e seguro nas atuais instalações”. Para o dirigente concelhio, é também imperioso “estancar a perda sucessiva de especialidades médicas e recuperar valências hospitalares, caso contrário o hospital de Barcelos será, cada vez mais, um centro de triagem para Braga e/ou um centro de cuidados primários”.

O BE considera que “a Câmara Municipal devia convidar o Ministro da Saúde a visitar o hospital e verificar as condições de trabalho e de atendimento que este oferece, assim como exigir a revogação do decreto do anterior governo, em final de mandato, que desclassifica o serviço de urgências para básico e a necessidade de ter meios complementares de diagnóstico em pleno funcionamento e não com a recorrente corrida aos serviços particulares, que como já fizemos saber até são publicitados dentro das instalações públicas”.

Neste contexto, o BE questiona o futuro do hospital de Barcelos e sugere à Câmara Municipal a apresentação á ARS Norte e ao Ministério da Saúde um plano de Centros de Saúde e/ou USF´s que dêem cobertura a todo o concelho fazendo com que os barcelenses tenham acesso a médico de família e a uma política de prevenção para a saúde. 

A propósito da linha de muita alta tensão, José Ilídio Torres questionou o facto do Presidente da CM ainda não se ter pronunciado sobre o assacar de responsabilidades infligido pelo Ministro do Ambiente quando disse que "não havendo acordo da Câmara, não haverá corredor a atravessar o concelho de Barcelos.

Para o BE, o Presidente da Câmara que sempre disse estar contra o traçado do corredor, afirmando publicamente que estaria na primeira linha da contestação, “tem agora a oportunidade de institucionalmente emitir parecer negativo e, pelo menos, emperrar todo o processo”. O BE manifestou, ainda, “total apoio ao movimento de contestação, à Comissão de Presidentes de Junta e está solidário com todas as moções de rejeição aprovadas nas Assembleias de Freguesia e na Assembleia Municipal, bem como com todas as lutas que contribuam para a anulação desta pretensão da REN”.

José Figueiredo falou sobre a possibilidade de desagregação das uniões de freguesias formadas no anterior governo. O atual Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, afirmou que vai mexer no mapa das freguesias, revogando a lei da reforma Relvas. Para o BE Barcelos, “mesmo não se sabendo em que termos é que esta "contra-reforma" irá funcionar, a Câmara Municipal deve criar mecanismos de consulta e despoletar processos de auscultação à vontade das populações”. O BE destacou ainda que sempre foi contra a reforma “porque nunca reconheceu qualquer sentido ao apresentado, nem qualquer benefício para as populações que nunca foram ouvidas em todo o processo”. Por isso, na mesma lógica de princípios, a alterar-se a situação (desuniões, fusões ou novas uniões), o BE afirma que “terá de ser sempre em conformidade com a deliberação maioritária da população e nunca como resultado de um acordo institucional entre Câmara e Freguesias ou como acordo tácito entre Juntas de Freguesia”. 

O BE considera que estes três casos da politica local, aqui levantados, “são um excelente momento para a promoção do diálogo e da discussão politica e social podendo, e devendo, contribuir para fundamentar a implantação da democracia participativa e dar uso, porque na verdade nunca foi instituído, ao slogan de campanha autárquica do PS em 2009 - Barcelos é dos cidadãos!”