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BE contra linha de muito alta tensão

Ilya Naymushin / Reuters

A Comissão Concelhia do BE Barcelos, relativamente à passagem da Linha de Muito Alta Tensão pelo concelho, lamenta profundamente a forma como este dossier vem sendo tratado, nomeadamente pelo executivo municipal.

Sendo certo que todo este processo se apresenta nubloso desde a primeira hora, com escassa informação, e inúmeras contradições, competia à Câmara Municipal, mais propriamente ao seu Presidente que foi devidamente mandatado pela AM, usar de toda a influência e estratégia possível, e ter uma postura aberta para com os partidos e consequentemente com a população.

O que vimos assistindo, é de alguma forma, a um consumar das pretensões da REN, que em vários pontos do concelho já chegou a acordo com os proprietários, ajustou o preço e começou a pagar compensações.

A desculpa de que se deveria procurar uma certa serenidade, as afirmações mais ou menos casuais, para jornal registar, de que a luta seria feita, acabaram afinal por redundar num silêncio que não serviu os munícipes nem os seus interesses.

O Bloco de Esquerda até entendeu por bem alinhar nessa concertação, com o intuito de dar espaço de manobra à negociação e à conveniência das populações. Perante o cenário atualmente colocado- período de discussão pública (entre 22 de Agosto e 16 de Setembro) do projeto “Linha Ponte de Lima – Vila Nova de Famalicão, a 400KVnos troços T4, T5 e T16”, exige-se da autarquia, no imediato, uma resposta concludente e condicente com os interesses do concelho e dos munícipes.

O BE, como sempre se disse e agiu, está frontalmente contra a passagem desta danosa linha no nosso concelho. Não somos contra o progresso, bem pelo contrário, desde que entendamos as razões de tal e não estejam em causa malefícios para as pessoas e para o ambiente, como acontece notoriamente neste caso. 

O BE entende que chegou a hora da população vir para a rua repudiar este famigerado projeto. O BE está totalmente disponível para em parceria com a sociedade civil, com os partidos políticos que se queiram associar, com as associações, as instituições, os/as cidadã(o)s, formar um movimento de contestação e concertar formas de luta adequadas ao impedimento do avanço da linha.

É preciso tomar em mãos o nosso futuro.

Só assim se exerce a liberdade, se cumpre a democracia.